O que devemos aprender (ou relembrar) com Ruby Sparks

ruby

Ruby Sparks: A namorada perfeita (2012) : O romancista Calvin (Paul Dano) sofre com perturbador bloqueio criativo que atrapalha o desenvolvimento de seu último livro. Com problemas também em sua vida pessoal, começa a criar uma personagem feminina que poderia se apaixonar por ele. Daí nasce Ruby Sparks (Zoe Kazan), que inicialmente é uma personagem dentro de uma história, mas que pouco depois ganha vida e passa a conviver e se relacionar com Calvin pessoalmente.

É cada vez mais raro, mas ainda existem bons filmes em que o roteiro não foi emprestado de um livro. Esse é um feliz exemplo. Uma história diferente, fácil de assistir e gostar. E mais do que isso, serve pra lembrar de uma coisa tão obvia, e tão ignorada por aí: que não existe ninguém perfeito.

Todo mundo tem uma imagem de ~pessoa ideal~, sem defeitos… uma Ruby. Tentar mudar uma pessoa, querer que ela seja quem você quer, não vai resolver. Quem foi que disse que a gente sabe o que é certo ou bom pra nossa vida?

As vezes passamos tanto tempo imaginando como gostaríamos que a nossa vida fosse, que esquecemos de olhar o que está acontecendo a nossa volta. De valorizar o que a gente tem e as pessoas que estão por perto.

E nada como uma história bem contada num dia preguiçoso pra te fazer filosofar…

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#DLdoTigre – Livro de Março

E o tema é: “Filme ou livro?”

Pensa na dificuldade de escolher um livro só pro desafio do mês!

Comecei a ler e tinha intenção de resenhar aqui o livro História Sem Fim, que está já a algum tempo pedindo pra ser lido na minha estante. Mas como esse mês eu tive férias e o ritmo de leitura diminuiu, resolvi aproveitar a coincidencia de que a leitura do mês lá no clube do livro do Facebook também era sobre um livro/filme e fazer a resenha desse outro carinha aqui:

Na Natureza Selvagem – Jon Krakauer

2014-03-16 14.30.15Quando votamos o livro que seria lido pelo grupo para as discussões de março, eu não tinha a menor intenção de ler esse livro. A sinopse nunca tinha me despertado interesse, e o filme também me passou despercebido por muito tempo.

Mas a grande graça de fazer parte de um grupo de leitura é justamente essa, né… Fui surpreendida. Amei o livro!!

Sinopse: “O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição.

Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas.”

E assim, adorei conhecer a história do Chris e das reflexões que ela traz sobre a maneira que vivemos a vida.  O livro é escrito em forma de documentário – e alguns podem considerar uma leitura cansativa. Eu gosto, e achei muito fácil de ler.

E depois de ler o livro e investigar tanto os aspectos da historia, ver o filme não foi uma grande coisa. Talvez por já estar tão dentro dos acontecimentos, o filme não trouxe nenhuma novidade. Acho que se tivesse assistido o filme num outro momento, teria curtido bem mais. A fotografia é linda, Emile Hirsch é otimo e a trilha sonora é fantática.

Esse foi um mês bem intenso pra mim. Passei por momentos incríveis, ri muito, chorei de felicidade… e também acabei passando por situações chatas e me decepcionando com algumas pessoas. No meio de tudo isso, os livros sempre me acompanham e me fazem bem. E nada melhor que um livro que desafie, te force a olhar pra vida por uma perspectiva diferente e faça refletir. Chris McCandless e Jon Krakauer certamente me ensinaram alguma coisa, mesmo que eu não consiga explicar o quê.

 

desafio literario

Exposição Melies (MIS)

Descobri a existência de Georges Méliès após o filme “A invenção de Hugo Cabret“, e sei que não devo ter sido a única… 

O filme e o livro, que tanto me agradaram, me fizeram conhecer uma pessoa que eu não tenho reservas nenhuma em chamar de gênio.

E  claro que eu não poderia deixar de visitar MIS (Museu de Imagem e Som, em São Paulo), que durante uma temporada está trazendo a exposição “Georges Méliès – O Mágico do Cinema”.

E claro que tem foto pra vocês! 🙂

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