O que devemos aprender (ou relembrar) com Ruby Sparks

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Ruby Sparks: A namorada perfeita (2012) : O romancista Calvin (Paul Dano) sofre com perturbador bloqueio criativo que atrapalha o desenvolvimento de seu último livro. Com problemas também em sua vida pessoal, começa a criar uma personagem feminina que poderia se apaixonar por ele. Daí nasce Ruby Sparks (Zoe Kazan), que inicialmente é uma personagem dentro de uma história, mas que pouco depois ganha vida e passa a conviver e se relacionar com Calvin pessoalmente.

É cada vez mais raro, mas ainda existem bons filmes em que o roteiro não foi emprestado de um livro. Esse é um feliz exemplo. Uma história diferente, fácil de assistir e gostar. E mais do que isso, serve pra lembrar de uma coisa tão obvia, e tão ignorada por aí: que não existe ninguém perfeito.

Todo mundo tem uma imagem de ~pessoa ideal~, sem defeitos… uma Ruby. Tentar mudar uma pessoa, querer que ela seja quem você quer, não vai resolver. Quem foi que disse que a gente sabe o que é certo ou bom pra nossa vida?

As vezes passamos tanto tempo imaginando como gostaríamos que a nossa vida fosse, que esquecemos de olhar o que está acontecendo a nossa volta. De valorizar o que a gente tem e as pessoas que estão por perto.

E nada como uma história bem contada num dia preguiçoso pra te fazer filosofar…

#DLdoTigre – Livro de Abril

2014-04-13 15.36.47O tema do mês é “Hype do Momento”. E por uma grande coincidência, o burburinho em cima da estreia de mais uma adaptação de YA pros cinemas está por todos os lados. Estou falando de Divergente, que teve sua estréia oficial nas telas no dia 18/03 – mas que eu não tenho a MENOR ideia se já passou por aqui ou ainda não.

Resolvi que esse seria o meu livro do desafio pois muitas das opiniões que eu li na internet indicava que esta seria uma das melhores distopias adolescentes que surgiram após o sucesso de Jogos Vorazes – que eu adoro, e já comentei aqui. Fiquei super curiosa pra saber se era tudo isso mesmo…

Sou bem chatinha pra comentar livros adolescentes, principalmente porque eles são tão comentados e repetidamente elogiados, que é muito raro que eles respondam as expectativas que o pessoal da internet causa. Mas nesse caso, acho seguro dizer que eu gostei – não amei. E tenho a intenção de ler a continuação.

A melhor maneira que encontrei pra comentar o livro foram destacando os pontos fortes e fracos (segundo a minha opinião, é claro).

Uma coisa que me desanimou: o contexto das fações do livro, apesar de interessante, não me convenceu. Uma das coisas que eu mais gosto nessas realidades distópicas é imaginar se a humanidade seria realmente capaz de chegar a tal ponto. Dessa vez não consegui comprar a ideia.

Outro ponto que me incomodou um pouco foi a velocidade dos acontecimentos no livro. Parece que foi tudo tão rápido, que eu achei meio “atropelado”, sabe?

Acredito que o grande diferencial nesse livro está nos personagens. Mesmo os mais coadjuvantes pareciam ter uma história construída, e você fica com vontade de saber um pouquinho mais sobre cada um. Destaque para Quatro (sim, essa sou eu admitindo meu amor por um mocinho de YA – é muito raro, mas as vezes acontece) e Christina (que eu simpatizei logo de cara… acho que rolou uma identificação com os sincericídios da Franqueza… rs).

No final, o saldo foi positivo. A leitura foi bem rápida e sim, estou curiosa pra saber o que a autora preparou nos proximos livros.

Sobre o filme, só tenho a dizer: vi o trailer, detestei a escolha do elenco e perdi qualquer vontade de assistir.

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#DLdoTigre – Livro de Março

E o tema é: “Filme ou livro?”

Pensa na dificuldade de escolher um livro só pro desafio do mês!

Comecei a ler e tinha intenção de resenhar aqui o livro História Sem Fim, que está já a algum tempo pedindo pra ser lido na minha estante. Mas como esse mês eu tive férias e o ritmo de leitura diminuiu, resolvi aproveitar a coincidencia de que a leitura do mês lá no clube do livro do Facebook também era sobre um livro/filme e fazer a resenha desse outro carinha aqui:

Na Natureza Selvagem – Jon Krakauer

2014-03-16 14.30.15Quando votamos o livro que seria lido pelo grupo para as discussões de março, eu não tinha a menor intenção de ler esse livro. A sinopse nunca tinha me despertado interesse, e o filme também me passou despercebido por muito tempo.

Mas a grande graça de fazer parte de um grupo de leitura é justamente essa, né… Fui surpreendida. Amei o livro!!

Sinopse: “O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição.

Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas.”

E assim, adorei conhecer a história do Chris e das reflexões que ela traz sobre a maneira que vivemos a vida.  O livro é escrito em forma de documentário – e alguns podem considerar uma leitura cansativa. Eu gosto, e achei muito fácil de ler.

E depois de ler o livro e investigar tanto os aspectos da historia, ver o filme não foi uma grande coisa. Talvez por já estar tão dentro dos acontecimentos, o filme não trouxe nenhuma novidade. Acho que se tivesse assistido o filme num outro momento, teria curtido bem mais. A fotografia é linda, Emile Hirsch é otimo e a trilha sonora é fantática.

Esse foi um mês bem intenso pra mim. Passei por momentos incríveis, ri muito, chorei de felicidade… e também acabei passando por situações chatas e me decepcionando com algumas pessoas. No meio de tudo isso, os livros sempre me acompanham e me fazem bem. E nada melhor que um livro que desafie, te force a olhar pra vida por uma perspectiva diferente e faça refletir. Chris McCandless e Jon Krakauer certamente me ensinaram alguma coisa, mesmo que eu não consiga explicar o quê.

 

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