Refletindo: Quem nunca foi vilão?

Esses dias eu peguei minha revista Gloss e encontrei um texto ótimo, daqueles que a gente se identifica na hora, sabe? É rapidinho e vale a pena ler e refletir um pouco…

Vou dividir ele aqui com vocês… Saiu na “Gloss Coluna” da edição 43 – abril/2011.

Foi escrito por Felipe Luno.

“Todos temos certo potencial para ser vilões. Basta uma frase equivocada, não responder a algumas ligações, não corresponder às expectativas dos outros. Pode ter certeza. Você já foi a pessoa má, insensível e ingrata da vida de alguém mesmo sem querer.
Relacionamentos novos só começam porque antigos terminaram. Para quem foi excluído dessa equação pode parecer que foi você quem praticou o ato de vilania. Pense nos foras que já deu, nos amigos que decidiu não ver mais, nas cartas de amor a que não respondeu.
Nem sempre somos os mocinhos de nossa própria história. Na procura pelo príncipe encantado é possível pisar em alguns sapos sem perceber. Isso não significa ser mau-caráter.
Reconhecer que podemos virar persona non grata para alguém é o que faz reavaliar o papel do vilão. Talvez a bruxa que lhe faz mal seja apenas mais uma insegura diante de um espelho buscando autoafirmação. Não há como não se identificar com isso.
É nesse momento que o sapatinho de cristal vira um chinelo de dedo. Com os pés no chão não é preciso desejar um final feliz para todo mundo – e é possível compreender que vilões podem ser só pessoas tão comuns quanto você e eu.”

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